Minha percepção!

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domingo, 15 de novembro de 2009

A CONSTRUÇÃO


Depois de dias intensos, aulas, laboratórios, análises e escanerizações de mapas, estudos e pesquisas, pude finalmente passar uns dias em Santiago. Parto, amanhã, para minha última viagem desse ano e também para as últimas 3 semanas de aulas. Ao final, terei terminado todos os créditos obrigatórios e estarei livre, ao longo de todo o ano de 2010, para elaborar a dissertação de Mestrado sobre Ernesto Alves.


Em fase de conclusão, na disciplina de Planejamento Físico do Meio Ambiente, estudei as técnicas de planejamentos de ambientes, tanto rurais quanto urbanos, com a Doutora Elizabete Zanin, que também é minha orientadora. Estudando as técnicas de manejo de conservação, ainda me falta apenas apresentar um trabalho e concluirei essa disciplina. E, por fim, estou ainda cursando a Disciplina de Gestão Ambiental e Sociedade, onde estamos estudando a Agenda 21, a ISO 14. 000 e as unidades de adequação, procedimentos, técnicas ... Essa disciplina, ainda temos 2 semanas de aulas.


Agora, terminadas as aulas, começa uma outra rotina. Mudança de volta, entrega do apartamento em Erechim, e concentração em cima de Ernesto Alves...e a volta a vida em Santiago.


O Mestrado é encantador. Novos rumos, novas descobertas, contato com novas realidades, aprofundamentos em questões relacionadas a Ecologia e ao Meio Ambiente. Foi um ano longo, mas apaixonante. Não imaginava que fosse mudar tanto os rumos da minha vida com a Biologia. Os rumos que descobri nesse Mestrado foram responsáveis por uma substancial alteração teórica e prática em minha forma de ver o meio ambiente. Sinto-me mais preparada, mais madura, com conhecimentos mais sólidos e, particularmente, com uma nova forma de ver as coisas.


Tive meu projeto de PESQUISA, defendido perante a Banca, Aprovado sem restrições, obtive conceito "A" em todas as disciplinas cursadas e nota 9.5 na Prova de Proficiência de Língua Inglesa. Com isso, quero dizer que fiz minha parte e estou fazendo minha parte, como jovem, como mulher, como cidadã e como política.


Aliás, certa noite, ouvindo o vocalista da BANDA DETONAUTAS num programa de Televisão, chamou-me muito a atenção suas palavras: a maior rebeldia dos jovens, hoje, é estudar e saber, justamente por que eles não querem que nós saibamos.


Como jovem, procurei fazer minha parte. Conclui a faculdade, fiz duas especializações, agora estou concluindo o MESTRADO e - é certo - que não devo parar. Minha rebeldia é o saber, a informação e os estudos.


Tenho notado o quanto as sociedades são complexas, todos os desdobramentos que envolvem as relações de produção, o consumo, o descarte, enfim, tudo é envolto de uma teia de complexidades muito grande. Tudo que envolve o meio ambiente, o planejamento ambiental e o planejamento urbano é cercado de muita complexidade, assim como as cadeias produtivas do meio rural. O certo é que tomei consciência disso tudo e tambem reparei os limites parcos de minha formação e cada vez mais estou firme e decidida no sentido de que é necessário buscar mais e nunca me acomodar.


Não foi fácil para mim a vida longe de Santiago, longe da minha família, longe dos amigos e amigas, longe do Júlio. Mas é o preço da busca do conhecimento e essa fatia de sacrifício todos nós devemos dar um busca da construção dos nossos sonhos.


Ao final, agradeço a gentileza, o carinho e amizade da médica SÔNIA NICOLA, que devido a minha gravidez, tem estado ao meu lado, me dando atenção e dedicação singulares. Da mesma forma, estendo o meu agradecimento à presteza, ao carinho, ao profissionalismo da talentosa enfermeira GISELE KOLISNKI RIBEIRO, que pessoa fina, humana, solidária.


Tenho reiterado em minhas manifestações a importância que o amigo Otávio Bierman Pinto assumiu em nossas vidas, sempre presente, nos ajudando, construindo pontes, de forma limpa, franca, fundado na amizade e no carinho que une nossas famílias.

Bjs em todos corações.




segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Buscando

Hoje, parto para mais uma viagem em direção a Erechim. Acho que é minha viagem de número 25. São 420 km de ida e 420 km de volta. Ao todo, são 840 kms. Até aqui, nessa busca do meu Mestrado, andei 21 mil kilômetros.

Tenho mais um mês e pouco de aulas. Logo, logo, estará tudo terminado e poderei, enfim, me dedicar a Santiago, a Ernesto Alves e meu projeto de dissertação.

É sempre muito agradável a vida em Santaigo, a companhia do Júlio, dos nossos amigos e amigas. Vou em frente, com objetividade, persigo um sonho e busco um ideal.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Final de quarta-feira

Amanhã retorno a Santiago. Vou de carro até Ijuí com a colega Cássia, que é bióloga, professora e faz mestrado comigo. Uma grande amiga que arrumei em Erechim. Pessoa madura, 38 anos, séria, amiga e confidente.
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Ontem vivi um dos dias mais cheios de todo o meu mestrado, pois tive que defender perante uma banca formada por três doutores e Phds, meu projeto de dissertação. Ao final, fui aprovada e agora só faltam cursar mais alguns créditos de duas cadeiras e finalmente terei terminado os créditos obrigatórios. Então terei todo o ano de 2010 para elaborar minha dissertação.
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E agora, com a responsabilidade de ser mãe. É uma grande emoção. Sempre quis ser mãe, sempre tive este sonho e que bom que encontrei um companheiro como o Júlio para compartilhar este presente. Será uma pai maravilhoso, presente, carinhoso e atencioso. Passará valores que só um grande homem como ele poderia passar, apesar de ter uma vida simples e sem ambições. São as nossas escolhas, nossas vidas!
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Até.
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sobre o HCS, as aulas, apresentação do projeto...

Como costumeiramente tenho feito, fiquei mais uma semana em Santiago. Foi uma semana longa e exaustiva. Aliás, fiquei 9 dias em Santiago. Os primeiros dias estive em casa com o Júlio e depois acompanhei minha mãe que fez uma cirurgia de varizes. Agradeço a atenção e cordialidade do Ruderson Mesquita, a quem eu considero quase um familiar, e a médica Sonia Nicola, que foi extremamente gentil conosco, gentileza e amabilidade é o que se tem naquela alma maravilhosa.
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Naqueles dias pude sentir o quanto nosso HCS está bem cuidado, bem administrado. Tudo organizadinho, limpinho, funcionários atenciosos. Fiquei encantada. Méritos de quem? Meus amigos Ruderson e Sonia.
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Agora tenho que seguir as cadeiras de Ecologia de Populações, Gestão ambiental e sociedade, planejmanto físico do meio ambiente e, daqui uns dias, Ecologia de campo. Depois são mais quatro semanas de aulas e terei terminado os créditos obrigatórios ao desenvolvimento de minha dissertação. Essa terei todo o ano de 2010 para elaboração.
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Semana que vem, terça-feira à tarde, apresento meu Projeto de dissertação. Após passar pelo crivo da minha orientadora e co-orientador, é momento de apresentá-lo a uma banca de 3 doutores. Será a oportunidade de ouvir suas considerações e contribuições para desenvolvimento do projeto. Apesar da ansiedade, sei que dará tudo certo.
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Provavelmente quinta-feira, dia 29, volto a Santiago. Ficarei até segunda devido ao feriado e já retorno para continuar a confecção dos diversos mapas que farão parte da minha dissertação. Apesar de ter todo o ano que vem para elaborá-la, pretendo começar a fazê-lo ainda este ano, nos momentos em que não estou em aula estarei no laboratório envolvida. O quanto antes concluí-la e apresentá-la melhor para mim, melhor para Santiago que contará com um excelente banco de dados atualizados do Distrito e melhor para as futuras pesquisas na área de Ernesto Alves, que contarão com informações-base até então não evidenciadas por falta de estudos e pesquisas.
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Até mais.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Uma pausa

Na última sexta-feira consegui, finalmente, retornar a Santiago. O Júlio me buscou na rodoviária em Ijuí e pude matar a saudade da Terra, dos amigos e do meu amorzinho. Foram duas semanas corridas de aulas...e bota aulas. Fiz a cadeira de GEOTECNOLOGIAS, via PROCAD, com um Professor da Universidade Federal de São Carlos. As aulas iniciavam todos os dias às 8 da manhã até às 12.15. Depois, ganhávamos um intervalo para o almoço e tudo reiniciava às 13.30 até às 18.30.
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Acabei descobrindo um novo rumo na Ecologia e dentro desse Mestrado. São fantásticos os estudos dos Softwares e dos SIG (Sistemas Integrados de Georreferenciamento). Ademais, aprendemos através dos programas IDRISI, MAPASOURCE, MAPINFO a confeccionar cartas temáticas e georreferenciar imagens de satélites para associação com mapas de localização de espaços geográficos.
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Agora, já sei como baixar imagens de satélite do INPE - INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACAIS - acreditem, de forma gratuita e posso georreferenciar qualquer espaço físico...antes, eu estava concentrada em aprender só Ernesto Alves e agora...Santiago, Jaguari, Cipó...Fantástico.
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Essa semana fico aqui em Santiago, amanhã acompanho minha mãe que fará uma pequena cirurgia de varizes, fico dois dias no Puitã e segunda-feira volto para as aulas do Mestrado, onde darei seguimento às cadeiras de Planejamento Fisico do Meio Ambiente, Ecologia de Populações, Gestão ambiental e sociedade e Ecologia de Campo.
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Ontem à noite, o casal de amigos Leonardo Rosado, sua esposa Arilene e a amiga Cida, convidaram-nos para uma lazanha com coca-cola. Foi muito bom, conversamos, trocamos idéias e rimos muito. Sinceramente, eu chegava andar sonhando com mapas. Queria dormir, e sonhava com um mapa e suas coordenadas geográficas, tal era a firmeza obcecada com que eu estava jogada na aquisição desses novos saberes. Foi um momento de descontração que me deixou mais relaxada.
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Fiquei um pouco triste de saber que meu grande e estimado amigo João Otávio Biermann Pinto andou meio adoentado. Desejo ao Tavinho, assim que ele é conhecido entre os amigos, pronto reestabelecimento.
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Agora, tenho mais dois meses de aulas e terei todo o ano de 2010 para elaborar minha dissertação. Todos esses meses de aulas no mestrado em ecologia e meio ambiente foram de grande utilidade em minha vida. Confesso que descobri algo completamente novo em termos de meio ambiente, saberes que eu desconhecia e aprendizado singular que estou adquirindo. Este Mestrado da URI/Erechim e esta parceria com a UFSCAR é inédita em nosso Estado e existe um entrelaçamento de conhecimentos sistematizados que não chegariam ao nosso alcance pelas vias normais. Eu sei que foi difícil esse deslocamento Santiago/Erechim, a vida sozinha noutro lugar, as despesas, enfim, nada é fácil. Mas acho que vale a pena, está valendo a pena. Eu sei que eu vou em frente e nas horas tristes, quebrando cabeça, me lembro das pessoas que são os esteios da minha formação, o Júlio Prates, o Júlio Ruivo, o Tavinho, a Marta Marchiori, o Dr. Valdir Amaral Pinto, Clovis Brum...eu sei bem que sem eles, só meu esforço não bastaria. Eu entendo, agora, muito bem a cabeça do prefeito Ruivo, ele tem lado muito forte dentro dele de apostar e valorizar o saber o incremento científico e tecnológico para nossa Santiago. Sim, claro, eu virei Santiaguense...não sou bem, mas sou bem próxima...é quase como se fosse.
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A Marta se tornou praticamente nossa família. Outro dia, eu fiquei mal da pressão, suava frio, senti dormência na ponta dos dedos e liguei para o Júlio. A Marta, na hora, se pronunciou: - vamos lá buscar a guriazinha.
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É claro, não foi preciso, mas o gesto sintetiza bem o ambiente, a solidariedade e amizade que a gente desfruta.
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Por tudo, eu tenho bem claro dentro de mim, que devo dar o melhor disso tudo, de todos esses saberes acumulados, para Santiago, antes de qualquer coisa em minha vida.

domingo, 20 de setembro de 2009

Seguindo firme na luta

Nesse domingo estou voltando para Erechim, onde curso meu Mestrado em Ecologia e Meio Ambiente. Já cumpri boa parte dos créditos necessários ao desenvolvimento da Dissertação, a qual tenho todo o ano que vem para fazer, embora já até tenha iniciado sua redação.
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Foi um longo ano até aqui. Marcado pela aquisição de fortes conhecimentos e uma realidade que eu, em nível de graduação, sequer imaginava, tais são as complexidades que envolvem a Ecologia e o Meio Ambiente. Entro no clima de reta final. Setembro está se indo e restam agora mais 3 meses de aulas. Já cumpri, dos 21 créditos obrigatórios, 16 deles. E nesse semestre estou estudando 1-Ecologia de Populações, 2-Planejamento Físico do Meio Ambiente, 3-Gestão Ambiental e Sociedade, e ainda 4- Tópicos Especiais em Ecologia-Geotecnologia (B).
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Essa batalha começou lá atrás, em outubro do ano passado, quando decidi que ía me inscrever para a seleção. Já no final de janeiro desse ano, tinha estado 4 vezes em Erechim. Em fevereiro, foi um planejamento só, aluguel de um apartamento, montar tudo de novo, comprar algumas coisas, fazer mudança daqui para Erechim e viagens intermináveis. São 840 kms cada viagem de ida e volta. Nesse final de semana é minha viagem de número 22. A rigor, já rodei 18 mil 480 kilômetros.
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E é tudo uma realidade nova, desde o Mestrado, professores (todos Doutores e/ou pós Doutores) , e também o fato de eu ficar sozinha, praticamento longe de tudo. Menos mal, que apareceu uma colega bióloga, de São Vicente do Sul/Santa Maria, que divide o apartamento comigo. A vida on line e o telefone são os alívios mais imediatos.
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A luta segue. Tenho bem claro a presença de grandes pessoas me ajudando nessa caminhada; o Júlio Prates, que é o suporte de companheirismo, amizade e amor. Sem ele nada seria possível. Mas também contei com a visão e discernimento político-ambiental do Prefeito Júlio Ruivo e do Otávio Biermann Pinto, pessoas maravilhosas, bem como a atenção e carinho do Dr. Valdir, que passa me ajudando com livros, textos e materiais sobre Ernesto Alves. E, é claro, a amiga Marta Marchiori, sempre presente em nossas vidas com sua amizade, bondade e carinho. Sei bem, da mesma forma, que se não fosse a palavra final do Prefeito Ruivo, esse sim um Ecologista, nada disso teria tomado forma. E o Clovis Brum, puxa, que baita amigão, sempre presente e sempre me dando força e viabilizando um caminho e outro.
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Estou adquirindo um conjunto de saberes e conhecimentos sistematizados em Ecologia e Meio Ambiente os quais pretendo, num futuro bem próximo, colocá-los a serviço de Santiago, do poder público e dos nossos estudantes, DO MEIO AMBIENTE E DA PRÓPRIA ECOLOGIA. E por isso, me esforço tanto e dou o melhor de mim.
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Hoje, é mais uma viagem, mais uma ida até Erechim, mais um passo nessa caminhada, mais uma pedrinha no alicerce de minha formação. Sei que estou afastada um pouco desse blogue, mas só eu sei o que tenho feito para vencer tanto conteúdo. Leio uma média de 10 horas por dia e meu tempo é escasso demais. Entretanto, sempre tanto quanto possível, estarei aqui com as notícias e as novidades.
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A luta segue. Vou em frente. Mochila nas costas, computador no braço, um tubão cheio de mapas em outro e muitas idéias na cabeça.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O exemplo que vem de Israel

Muitos produtores rurais sentem grande dificuldade em compreender a importância das cadeias tróficas e suas implicações sob a terra na qual desenvolvem suas atividades. Generalizam e acabam não percebendo o papel que muitos animais desempenham no ecossistema. Desconsideram que muitas pragas poderiam ser exterminadas das áreas agriculturáveis se as cadeias alimentares fossem respeitadas, como por exemplo, o gavião que come a cobra, que come o rato e outras espécies que prejudicam as plantações.
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Muito interessante a iniciativa de Israel (Revista Terra Viva) que está incentivando metodologias que viabilizam o reaparecimento de predadores de topo de cadeia (corujas, gaviões) nas áreas de plantações. Essas aves de rapina haviam desaparecido devido altas taxas de veneno (especialmente raticidas) utilizados para combater pragas. As aves morriam ao ingerir presas envenenadas, justamente porque o veneno intensifica seu potencial tóxico em direção ao topo da cadeia. Israel enxergou o problema e está realizando técnicas que criam ambiente favorável ao "equilibrio" dessa pirâmide alimentar.
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Assim, o produtor deixa de utilizar inseticidas e raticidas no combate às pragas, não polui os rios e nascentes circundantes, contribui para a preservação das espécies animais e lucra, pois as lavouras mantém a qualidade esperada.
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Que bom se aqui no Brasil iniciativas nesse sentido fossem cogitadas. Está no momento das universidades, do poder público e dos setores interessados discutirem estratégias simples mas eficazes para o ambiente e para homem do campo. É esse tipo de exemplo positivo que o Brasil precisa copiar e aplicar sem medo.