quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Vilipêndio aos moradores do Monsenhor Assis e Ana Bonato!

É inconcebível o que vem acontecendo há anos no bairro Monsenhor Assis e Ana Bonato. Estarrece-nos o descaso e a omissão por parte daqueles que deveriam tomar uma atitude.

Há muito que os moradores se queixam da imundície gerada pelos enxames de moscas oriundas dos estábulos do Jockey Club e de baias instaladas em alguns terrenos baldios no Bairro Monsenhor. Há muito que os moradores não podem cozinhar em suas casas, nem almoçar ou lançhar. Nenhuma janela pode ser aberta durante o dia, ao menos quem não quer ter a casa invadida por moscas-varejeiras. Nesses dias nauseantes de calor intenso, os pobres moradores tem que escolher: permanecer reclusos em suas casas e suportar o calor ou abrir a casa para arejar e ter moscas trombando-se contra si, em todas as direções. Sim, os moradores desses bairros são de classe média baixa e, salvo raríssimas exceções, não têm ar condicionado.

Se alguém acha que estou sendo alarmante, que visite as casas, conversem com as pessoas e tirem suas conclusões. O que não pode é alguns, que se julgam esclarecidos, dizerem que não existem moscas e que o Jockey não é o gerador desse problema.

Também é inconcebível que esses moradores tenham subtraído o direito assegurado pela Constituição Brasileira, nossa Lei maior, estabelecido em seu artigo 225, de que "todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações". E em seu artigo 182 que "a política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem- estar de seus habitantes".

Isso posto, o Plano Diretor (Lei 068 de 2006) e o Código de Posturas de Santiago/RS (Lei 238 de 1976, atualizada pelo decreto 218 de 1993) deveriam ser cumpridos por todos. O Plano Diretor é claro, a área em que se situa o Jockey Club é Zona Residencial 4 e nessa não existe nenhuma brecha que permita estabelecimento de Jockeys. Além disso, existem escola, creche e posto de saúde praticamente na frente do Jockey. Um Hotel e restaurante de renome a poucos metros. Esses não seriam motivos mais do que suficientes para que o problema das moscas fosse atacado?

O Código de Posturas de Santiago estabelece em seu artigo 118º, parágrafo único que "é proibida a existência no perímetro urbano, de animais em cocheiras, estábulos e pocilgas, etc". Existe inclusive multa para isso. Então, por que o Jockey Club deve permanecer em área urbana?

Eu conheço um senhor, de família humilde, que criava duas vacas no Bairro Ana Bonato para tirar e vender o leite. A lei foi implacável com ele e fez com que retirasse os animais da área urbana. Ele acabou arrendando uma chácara, 20 kms distantes de Santiago, para continuar criando os animais e gerando sua renda dignamente.

Agora, quando se trata de senhores e rapazes abastados que criam cavalos por lazer, o mesmo Plano Diretor e Código de Posturas do Município não têm esse efeito? Seria melhor rasgá-los ou então especificar que só valem para os pobres.

Eu ando entristecida, decepcionada e enfurecida com o que tenho visto. Essa questão do Jockey já foi tão discutida em outras oportunidades e até então nada foi decidido. Nem ao menos a vigilância sanitária e a fiscalização visitaram o local e adjacências para presenciar a existência de potreiros, odor insuportável de estrume de cavalos dia e noite, enxames de moscas perambulando em direção aos alimentos. Até agora, nada! Se ao menos alguma medida de assepsia tivesse sido efetuada. Mas nada!

Eu já cansei de ver, ler e ouvir o Júlio Prates em seu blog conclamando às autoridades e funcionários que cumpram suas funções.  Já me iludi achando que iriam visitar as casas e procurar focos desses insetos, afinal, não é somente o mosquito da dengue que merece atenção. Apesar de as moscas estarem tornando a vida dos moradores desses bairros insuportáveis, nada parece comover e incitar ação nos que deveriam agir.

Resta-nos requerer junto ao Ministério Público, por ser defensor dos interesses coletivos da sociedade e individuais indisponíveis, que alguma intervenção seja feita: ou aniquilem as moscas ou transfiram o Jockey para a zona rural, onde é local para cavalos, vacas, porcos, etc.

Eu, enquanto bióloga e cidadã, estou entrando nessa luta. Quero que nos seja assegurado o direito de um ambiente sadio. Não pretendo descansar enquanto uma solução não for apresentada. Que a lei seja intransigente e implacável para todos!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Um dos melhores textos que já li!

Reproduzo abaixo, um dos textos mais esclarecedores e realistas que já li. Trata-se de uma resposta do Senhor Silvio Meincke ao jornalista Rogério Mendelski. Não conheço o teor dos comentários de Mendelski, portanto, não sei o que ele quis dizer e não o estou criticando. Apenas reproduzo o texto de Meincke por ser uma resposta que muitos deveriam ouvir, inclusive a imprensa, mas que raramente tem oportunidade. 

Destaquei as partes mais interessantes e verdadeiras, na minha opinião!

Boa leitura:

"Senhor Mendelski:

Com as palavras abaixo, certamente, irei chover no molhado, porque nâo tenho novidades para contar-lhe, uma vez que o senhor teve uma bela formaçâo e ocupou-se com assuntos de muitas áreas, diante de microfones potentes, durante muitos anos. Portanto, o senhor já estará informado sobre qualquer assunto que eu ventilar aqui. Ainda assim, quero dar-lhe retorno, para mostrar que dei atençâo aos seus argumentos.
Infelizmente, preciso escrever na corrida, porque logo mais estarei embarcando para um congresso sobre produçâo de alimentos livres de manipulaçâo genética, que ocorre em Berlim.

Vejo a liberdade da imprensa entre os avanços mais importantes da humanidade. Na sociedade em que estou inserido atualmente, o binômio liberdade e responsabilidade da imprensa é assunto muito observado e
debatido, inclusive nos programas televisivos dirigidos a crianças.

A sociedade brasileira é dividida. Nâo se trata de arestas que devam ser aplainadas com o aumento da produçâo, com o crescimento do PIB, com melhoramento moral dos empobrecidos. A divisâo está no cerne, na origem, e ela vem desde 1500, com uma história de 400 anos de escravatura, com povos indígenas dizimados, com escravos cinicamente libertados para a miséria, sem casa, sem terra (lei das terras de 1850), sem poupanças, sem crédito, sem relaçôes, sem nome.

Conforme Darcy Ribeiro, a matriz da sociedades brasileira sâo os mestiços de escravos, de indígenas e de portugueses pobres, parte destes deportados. Uma populaçâo empurrada para a margem e mantida aí desde sempre.

Ainda que a situaçâo tenha apresentado melhoras a partir da virada do milênio, o Brasil continua apresentando um dos maiores fossos sociais, em âmbito mundial, que separam vencedores e vencidos, condomínios fechados e favelas, pessoas que foram feitas pobres e pessoas que empobrecem outras. No índice GINI, o Brasil apresenta o número 58, a Alemanha 27, a Índia 37, a China 47. Os 10% de de pessoas mais pobres consomem 1% no Brasil, na Alemanha 3,2%, na Índia 3,6%, na China 1,6%. Os 10% de pessoas mais ricas consomem 45% no Brasil, na Alemanha 22%, na Índia  31%, na China 35% ( cf. Alexander Busch, em Wirtschaftsmacht Brasilien - Bundeszentrale für politische Bildung).

Essa divisâo nâo é fruto do acaso, nâo é vontade de Deus, nâo é sina, nâo é falta de trabalho, nem mesmo é insucesso, pelo contrário, é o sucesso de camadas sociais com poder suficiente para organizar a sociedade brasileira dessa forma.

É o êxito de quem queria e quer a sociedade assim, apesar dos discursos em contrário.

Onde uma sociedade apresenta tal fosso social, fatalmente irâo aparecer sociedades paralelas que precisam organizar-se e mudar as leis para sobreviver. Fatalmente irâo surgir líderes que irâo organizar as massas, enquanto nâo forem seletivamente eliminados. Fatalmente irâo surgir profetas que denuciam as causas do sofrimento e apontam as consequências, a exemplo de um Geremias, de um Oséias, de um Amós. Surgirâo também os profetas do Rei, a exemplo de Amazias, que irâo falar meias verdades, porque assumem a funçâo de manter as coisas como estâo.

Diante do fosso social nâo há leitura neutra, porque cada leitor usará as lentes das suas origens, das suas experiências pessoais e, principalmente, os óculos do grupo social com o qual se identifica.

O posicionamento de profissonais da comunicaçâo, seja em favor da margem direita, seja em favor da margem esquerda do fosso, é legítima, por dois motivos: 1) É inevitável e 2) cabe dentro de uma sociedade democrática.

O que nâo é legítimo, por nâo ser democrático, e por representar uma imprensa irresponsável, é quando um profissional da imprensa usa largos espaços para combater uma das margens, sem dar às pessoas dessa margem mesmo espaço para defender o seu ponto de vista e os seus interesses. Nâo é legítimo, por exemplo, quando um profissional de imprensa diz cobras e lagartos contra líderes populares, contra grupos sociais organizados, sem ouvir as mesmas pessoas, sem conhecer a sua realidade, sem respeitar a sua dor e o seu desespero; quando combate atitudes de famílias de despejados, de sem teto, de pequenos agricultores, do alto do seu pedestal, sem nunca ter conhecido de perto integrantes desses grupos, sem nunca ter feito uma bolha carregando esterco com os pequenos agricultores, sem nunca ter chorado com uma mâe que leva sua criança à sepultura por falta de recursos; quando combate os teólogos da libertaçâo sem nunca ter aproveitado as inúmeras oportunidades de informar-se, em congressos, conferências, seminários ou mil outras oportunidades. Pior, quando saca frases isoladas, escritas ou faladas, onde ficam reduzidas a meias verdades, para serm divulgadas como verdades completas. Nâo preciso dizer ao senhor que tais profissionais da imprensa surgem cá e lá. Eu os conheci diante de diferentes microfones, seja nas capitais, seja no interior. Nâo preciso dizê-lo, porque o senhor conhece o meio melhor do que eu. Nâo honra a liberdade e a responsabilidade da imprensa um profissional que deixa de pesquisar a fundo os temas de relevância social que aborda, em uma sociedade com pessoas tâo sofridas como a brasilieria; pesquisar para aproximar-se o mais possível a verdade, para nâo acomodar-se com análises superficiais ou preconceituosas, pior: com análises moralistas da realidade, quando as causas devem ser buscadas com análises das estruturas do poder, das estruturas sócio-políticas, das decisôes tomados no decorrer da história.

Com análises moralistas, a causa da pobreza será a preguiça, a cachaça, a falta de vontade, o número elevado de filhos, as origens étnicas. Pior: Quando o profissional da imprensa faz essas análises em rádios da capital, será papagaiado por inúmeros profissionais de pequenos jornais e pequenas rádios do interior, seja por comodidade, seja por falta de recursos para pesquisa própria, seja por interesse, formando uma rede de emburrecimento, de alienaçâo e de desinformaçâo, quando a nobre missâo da imprensa é formar através da informaçâo e do debate fundamentado, com o fim de libertar, com o fim de construir uma organizaçâo social justa ( onde a justiça e a paz andam de mâos dadas como irmâs gêmeas; justiça como a entende o Antigo Testamento, no sentido de que cada pessoa tenha direito a uma vida digna, tenha acesso ao suprimento de suas necessidades básicas (nâo justiça no sentido de vingança, como tantos querem). Paz que todos queremos, mas que nunca alcançaremos sem justiça social. E o grande ideal do amor ao próximo, que todos apoiamos, e que, referindo-se à organizaçâo social, passa a chamar-se justiça social.

Nâo conheço nenhum profissional da imprensa que tenha mudado seu discurso quando mudou a empresa patrocindadora. Mas conhecí vários que adaptaram seu discurso aos interesses da margem de onde vem seus patrocinadores. Assim como conheci vários profissionais da imprensa (e nâo somente profissionais desse meio) que apoiaram a ditadura militar enquanto ela foi forte, e passaram a enfeitar-se com louros de campeôes da democracia, logo que a ditadura esgotou o seu modelo.

Por que estou falando tudo isto? Por dois moitivos. 1) Sempre fui sensível à dor, seja de pessoas, seja de animais, enfim, de todas as formas de vida. Fico enormemente triste quando vejo o potencial do Brasil, onde cresce no Norte o que nâo cresce no Sul, cresce no Oeste o que nâo cresce no Leste, onde temos sol todos os dias do ano, onde a vaca busca, ela mesma, o seu pasto, onde a terra nâo fica coberta de neve durante seis meses, onde nâo precisamos gastar energia com aquecimento das casas durante a metade do ano, onde se produz 3 vezes as calorias que o povo brasileiro necessita para alimentar-se, onde temos tudo, onde nada justifica a existência nem mesmo de uma única pessoa miserável, mas onde também temos as diabólicas duas margens.

Entâo, fico frustrado e entristecido, quando vejo e ouço formadores de opiniâo (políticos, professores, pastores conservadores, jornalistas) que se especializam em combater as pessoas que querem estreitar ou eliminar o fosso, sejam professores conscientes, sejam teólogos da libertaçâo, sejam lideranças populares. Fico enormemente triste quando crianças famintas sâo presas ou eliminadas como criminosas e quando se quer aumentar a repressâo, atacando os frutos no lugar das raízes. Quando profissionais da imprensa botam lenha na fogueira para os que pensam em repressâo e vingança, em vez de apontar para as históricas raízes e causas.

Fico enormemente triste, porque sei que o fosso poderá ser dimimuído unicamente pela açâo organizada das pessoas que mais sofrem com o fosso; porque as camadas que sâo privilegiadas pelo fosso farâo tudo para mantê-lo, como já fizeram durante 500 anos. Fico enormemente triste quando as camadas que sofrem com a existência do fosso, muitas vezes ignaras e analfabetas ou semi-analfabetas, sâo manipuladas com verdadeiras campanhas de desinformaçâo e quando parte da imprensa assume a funçâo de desinformar.

2) Porque estou nadando, com grande convicçâo, na caudalosa correnteza da cultura judaico-cristâ, que conta mais de 6 mil anos de idade, e é cultura de libertaçâo; libertaçâo de todas as formas de opressâo; correnteza que tem na sua nascente na libertaçâo experimentada pelo patriarca

Abraâo, quando aprendeu que nada justifica o sacrifício de uma pessoa, em nome de nenhum deus, nem do deus pátria, nem do deus mercado, nem de deuses de quaisquer que sejam suas ideologias; libertaçâo que continua com a saída de escravos do Egito; com a atuaçâo dos profetas, com o carpinteiro nazareno (que iniciou suas atividades visitando cegos, lunáticos, paralíticos, coxos, leprosos, e portadores de demônios, sem deixar de acolher portadores de medalhas, quando vinham para abrir a mente). Correnteza de libertaçâo que continua com os seguidores e as seguidoras do nazareno, até os nossos dias, entre os quais muitos profetas que, como sempre, ainda vem sofrendo, além de ataques verbais, a eliminaçâo seletiva ou o silêncio da grande imprensa (que matéria importante poderia ser a história de eliminaçâo do povo Kaiowá, em pleno andamento, por profissionais da imprensa que fossem lá, para conviver com este povo, para experimentar o seu desespero e o seu sofrimento e para conhecer os profetas que arriscam a vida ao lado deles).

Bem, que preciso encerrar, para nâo perder o trem e, também, porque já dei linhas demasiadas a este texto que havia planejado menor.

Com votos de muitos bons dias, fico

cordialmente, Silvio Meincke. "
 
Que texto! Socializo-o para que muitos desçam dos seus pedestais e reflitam a respeito antes de julgar quem quer que seja!
 
abraços
 
Lizi

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Evolução do crescimento nos animais.

Muito interessante os resultados de pesquisa que estudou a evolução do ritmo de crescimento de grandes mamíferos.

Esses resultados clarificam o porquê de algumas espécies terem reduzido drasticamente de tamanho e outras terem crescido em relação aos seus tamanhos do passado.

A redução do tamanho provavelmente tenha sido uma estratégia utilizada pelos animais para sobreviver diante da escassez de alimentos. Essa redução fez com que menos recursos fossem necessários ao crescimento e, assim, mais energia pode ser destinada para reprodução, decorrendo daí aumento no número da prole. 

Por outro lado, nos animais marinhos, por exemplo a baleia, devido a grande disponibilidade de recursos nutritivos, o tempo para que tais animais atingissem o seu tamanho atual foi a metade do requerido pelos grandes animais terrestres.

Leiam trechos dos resultados desta pesquisa aqui .

domingo, 29 de janeiro de 2012

A força nutricional dos insetos

Uma matéria com o título em epígrafe, hoje publicada no Jornal Correio do Povo, Rural, assinada pela competente Patrícia Meira, assim inicia e preludia toda a polêmica que vem pela frente:

" Todo gaúcho que gosta de um bom churrasco e torçe o nariz até para peixes deve sentir repulsa ao imaginar que, algum dia, baratas, grilos, besouros e moscas possam ocupar lugar à mesa no Brasil".

A matéria explica, ainda, que o Ministério da Agricultura e o IBAMA estudam a liberação de insetos para consumo humano e ração animal.

A matéria vale a pena ser lida, afinal sabemos que em mais de 120 países esses organismos, aliás, bastante ricos em proteínas e outros nutrientes, são consumidos na ração humana.

As reflexões estão postas.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

No FST, Greenpeace critica Belo Monte, termoelétricas e novo Código Florestal

Ag. Brasil - Fonte
 
O coordenador da Campanha de Clima e Energia do Greenpeace, Pedro Torres, defendeu hoje (26) a busca por alternativas à chamada economia verde e condenou obras como a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA).

“O capitalismo está em crise e isso é um consenso que nos une a Davos [onde ocorre o Fórum Econômico Mundial], mas a economia verde não é a solução para essa crise”, disse. “Devemos pensar quais são as alternativas, para quem e como”, completou Torres durante evento no segundo dia de debates do Fórum Social Temático (FST) 2012.

Torres explicou que a Usina de Belo Monte deverá gerar mais energia para empresas amazônicas do que para a própria população da região afetada pelas obras. Ele alertou ainda que a cidade de Altamira, uma das mais impactadas, já soma 100 mil habitantes em razão das obras, mas sem melhorias na infraestrutura.

Investimentos em energia nuclear, segundo ele, também não são uma alternativa à crise. Durante o debate, o ativista lembrou os riscos evidenciados no acidente da Usina Nuclear de Fukushima, no Japão, que em março completa um ano. “O Brasil continua insistindo nessa energia que é suja, cara e perigosa”, disse.

Sobre a Usina Nuclear Angra 3, no município de Angra dos Reis (RJ), Torres ressaltou que quase R$ 8 bilhões de recursos públicos provenientes do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já foram investidos. O dinheiro, segundo ele, poderia e deveria ser usado em outras fontes de energia.

Outra questão abordada pelo ativista trata da aprovação do novo Código Florestal no Congresso Nacional. Para ele, a discussão vai além do ambientalismo, já que os interesses do setor ruralista, baseados na derrubada de florestas, representam uma afronta à lei brasileira.

“Devemos buscar o diálogo de uma maneira mais livre. Muitos movimentos e organizações estão presos a agendas impostas pelas grandes empresas. Temos que ter a liberdade de criticar essas empresas, de criticar os governos que são poluentes. Se não, não adianta ter Rio+20 e Fórum Social”, disse. “Com essa agenda ambiental negativa que a gente tem, uma outra economia vai ser difícil”, destacou.



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Biólogo brasileiro é nomeado secretário executivo de órgão da ONU sobre diversidade biológica

O secretário Nacional de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Bráulio Dias, foi nomeado hoje (20) secretário executivo do Secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD), com sede em Montreal, no Canadá. O anúncio foi feito pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, em Nova York. Dias sucederá o argelino Ahmed Djoghlaf.


“Vinte anos depois da Conferência Rio 92, quando a gente instituiu a convenção, um brasileiro, membro do governo brasileiro, assume a CBD. Esta é uma notícia espetacular, com a Rio+20 acontecendo agora em junho”, disse a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

A ministra disse ainda que a nomeação de Bráulio Dias é o reconhecimento da atuação brasileira no setor. “É uma sinalização não só dos ótimos resultados que o Brasil tem na diversidade biológica, como o reconhecimento da liderança que o Brasil vem exercendo nos atos ambientais de natureza internacional”.

Dias é bacharel em ciências biológicas pela Universidade de Brasília (UnB) e doutor em zoologia pela Universidade de Edimburgo. No MMA, ele é responsável pela supervisão de vários programas e participou das negociações da Convenção sobre Diversidade Biológica. O secretário também foi vice-presidente da União Internacional de Ciências Biológicas e coordenador do Comitê Gestor da Rede Interamericana de Informação sobre Biodiversidade.

Fonte - Agência Brasil dia 20/01/2012

sábado, 7 de janeiro de 2012

Uma decisão radical

Acho impertinente e bastante antipática a decisão de postar e não abrir espaços para eventuais comentários. Contudo, as agressões, especialmente contra o Julio Prates, seguiram-se, e para evitar dissabores, decidi fechar os comentários do meu blog. Peço desculpas as pessoas, leitores e amigos, mas nesse momento é a decisão mais prudente.