Durante o final de semana participei de uma “saída de campo” em Julio de Castilhos, RS. Esta minha breve saída faz parte de uma "saída de campo" maior, que vem sendo realizada a dias por alunos do PPG Ecologia/UFRGS e de outros cursos de graduação/UFRGS, como biologia e agronomia. A coordenação desta saída tem à frente a bióloga, mestra e doutoranda em ecologia da UFRGS, Bethania Azambuja. Cada aluno (ou grupo de alunos) tem como objetivo estudar fatores distintos relacionados aos campos nativos.
Como trabalho durante a semana, aproveitei o final de semana para acompanhá-los.
Participei do grupo de pesquisa composto pela Bethania e a Priscila. O objetivo deste grupo é a avaliação de índices em áreas de campo nativo, observação de padrões e posterior testagem de uma teoria nova na área de ecologia.
O plano era irmos a campo no sábado e no domingo, das 7 às 19 horas da tarde, sem interrupção. Em função da constante chuva que caiu sobre Julio de Castilhos e região, tivemos que ficar no hotel durante o sábado.
Como trabalho durante a semana, aproveitei o final de semana para acompanhá-los.
Participei do grupo de pesquisa composto pela Bethania e a Priscila. O objetivo deste grupo é a avaliação de índices em áreas de campo nativo, observação de padrões e posterior testagem de uma teoria nova na área de ecologia.
O plano era irmos a campo no sábado e no domingo, das 7 às 19 horas da tarde, sem interrupção. Em função da constante chuva que caiu sobre Julio de Castilhos e região, tivemos que ficar no hotel durante o sábado.
Como para nós, nenhum tempo pode ser perdido, passamos o dia organizando etapas para o dia seguinte e, principalmente, lendo e discutindo acerca de teorias ecológicas e suas implicações. Foi fantástica a troca de ideias e experiências acerca do quão diversificadas podem ser os resultados em estudos de ecologia, inclusive quando se prepende a comprovação de uma teoria.
Enquanto alguns modelos e experimentos comprovam a existência de um padrão, surgem outros estudos (mesmo em menor proporção) demonstrando uma exceção, uma fuga ao padrão. E aí, o que fazer? Novas pesquisas e experimentos, que avaliem a influência de outros fatores, são necessárias para demonstrar o que desencadeou essa fuga ao padrão...por essas razões é que a ecologia é tão dinâmica e inovadora, possibilitando o descobrimento de novas relações e padrões a cada novo estudo.
E assim, após longos debates, passou-se o sábado.
No domingo, eu e a Bethania, amiga e colega bióloga, mestra e doutoranda em ecologia, saimos cedinho para o campo. A Priscila, graduanda em agronomia/UFRGS, como há dias estava em campo, precisou retornar a Porto Alegre pois teria prova na segunda-feira.
Pegamos a kombi e lá fomos nós. Reconheço que deve mesmo ser atípico para quem olha de fora, ainda mais em cidade de interior como em Julio de Castilhos, ver duas mulheres em uma kombi, repleta de equipamentos de campo.
Pegamos a kombi e lá fomos nós. Reconheço que deve mesmo ser atípico para quem olha de fora, ainda mais em cidade de interior como em Julio de Castilhos, ver duas mulheres em uma kombi, repleta de equipamentos de campo.
Chegamos ao campo e, imediatamente, começamos as observações, anotações, coletas, imagens, discussões.
Nossa pesquisa possuia vários objetivos, dentre os quais, bservar plantas com inflorescência, para determinar seus polinizadores e predadores; passar rede de varredura para estimar riqueza de insetos e comparar com outras áreas de campo; coletar borboletas para determinar diversidade de espécies, etc.
Chegamos ao campo e, imediatamente, começamos as observações, anotações, coletas, imagens, discussões.
| "Be" na etapa de observação de plantas com inflorescência e seus polinizadores |
| "Be", fotografando espécie nativa do Bioma Pampa. |
Nossa pesquisa possuia vários objetivos, dentre os quais, bservar plantas com inflorescência, para determinar seus polinizadores e predadores; passar rede de varredura para estimar riqueza de insetos e comparar com outras áreas de campo; coletar borboletas para determinar diversidade de espécies, etc.
| Coletando polinizadores com aparelho sugador. |
| Bethania, observando um polinizador. |
O legal da ecologia é que ao mesmo tempo em que devemos realizar os trabalhos sérios de observação, rigorosamente cronometrados e com esforço amostral adequado, também existe o lado divertido.
O momento de coletar borboletas é um desses: saltos, escorregões e tombos fazem parte dessa etapa. A gratificação é visível especialmente quando se trata de uma borboleta diferente, com cores vibrantes, que não presenciamos tão facilmente.
| Eu, preparada para coleta de borboletas. |
E assim passou-se o domingo.
No final do dia, após realizadas todas as observações, coletas, anotações e imagens, já cansadas, decidimos focar em uma lavoura de trigo, ao lado da nossa área de estudo. É claro que o objetivo não era mensurar a riqueza ou diversidade de espécies ali existentes. Diante da beleza da lavoura, com seus trigais dourados, não resistimos, motivamo-nos e decidimos registrar algumas imagens nas quais nós fomos a espécie predominante.